05/03/2010
Vlamir Sartori, Vice Presidente de Relações Institucionais da ABEPL, encontrou-se na manhã de hoje (05) com o secretário de Indústria, Comércio e Agricultura de Vinhedo, Sr. Milton Pinhata, para dar início às ações que possibilitarão o mapeamento dos Arranjos Produtivos Locais da região. Durante o encontro, o secretário garantiu a união de forças a fim de fortalecer ainda mais o setor logístico na região. “Vinhedo conta hoje com um amplo distrito industrial e, graças à infraestrutura local, temos capacidade para dimensionar ainda mais. A experiência da ABEPL e sua propriedade no assunto certamente serão fundamentais para isso”.
Na tarde de ontem (04), Sartori esteve também com Ari Castro Nunes, Secretário de Desenvolvimento Econômico de Jundiaí, que igualmente direcionou total apoio de sua pasta para o projeto da Associação. “É uma grande oportunidade de fortalecimento do setor e, também, para a cidade. Certamente estaremos lado a lado no que for preciso”, diz. Sartori explica que o intuito é trabalhar em conjunto com as prefeituras regionais e dialogar com os secretários para alinhar detalhadamente o APLs. “A ABEPL será a polarizadora deste processo todo. Em conjunto com os governos municipais e entidades de classe vamos identificar e traçar estratégias em conjunto com os empresários, com o objetivo de somar esforços para o desenvolvimento do setor logístico e, consequentemente, a sua expansão local”, afirma.
Os chamados APLs são aglomerações de empresas localizadas em um mesmo território (município, estado ou País), que apresentam especialização produtiva e mantêm algum vínculo de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais tais como governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa. Estes agrupamentos geralmente incluem empresas (produtoras de bens e serviços finais, fornecedoras de equipamentos e outros insumos, prestadoras de serviços, comercializadoras, clientes), cooperativas, associações, representações e organizações voltadas à formação e treinamento de recursos humanos, informação, pesquisa, desenvolvimento e engenharia, promoção e financiamento. “São organizações de pequeno, médio e grande porte, com os mais variados problemas. Acredito que colocar estas empresas para discutir suas necessidades de maneira organizada e trazer o pode público e a iniciativa privada para este trabalho em conjunto certamente irá contribuir para solucionar tais dificuldades e aumentar a competitividade”, diz.
Sartori ainda ressalta que a identificação destes arranjos instaura a presença de uma “massa crítica” relevante e traduzida em competências específicas, somando eficiência coletiva, como ações conjuntas, existência de institucionalidade que facilite e estimule a interação e a cooperação inter-firmas, além de interações fortes entre os agentes e políticas públicas consistentes: “Com os APLs, o local passa a ser visto como um eixo orientador de promoção econômica e social. Seu objetivo é orientar e coordenar os esforços governamentais na indução do desenvolvimento local, buscando-se, em consonância com as diretrizes estratégicas do governo, a geração de emprego e renda e o estímulo às exportações”.